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Com o crescimento da oferta e da demanda por alimentos orgânicos em Goiás, novos empreendimentos têm surgido nesse setor. Em Goiânia, três feiras, dois pontos de venda e uma cooperativa já praticam a comercialização desses produtos, além de algumas lojas. Tony Martins é mais um empresário que investiu nesse mercado. Em janeiro de 2008, ele inaugurou a República da Saúde, um estabelecimento especializado em produtos naturais, orgânicos e dietéticos.
Tony preparou a loja para se tornar referência desses produtos em Goiás. O espaço foi reformado para ganhar um conceito também naturalístico. A madeira é reciclada, a tinta das paredes é feita à base de água, cola e terra. As hortaliças, em maioria, são adquiridas no próprio Estado. Outros produtos orgânicos vêm da região Sul.
A República da Saúde apresenta novidades aos adeptos da alimentação e vida ‘natureba’. Como exemplo, a quinua, uma semente que os incas usavam, rica em ômega 3 e forte no combate ao colesterol. Também vende vinhos feitos com uvas orgânicas (sem agrotóxico) e carnes de animais que comem pastagem orgânica.
O empreendimento não preocupa somente com produtos naturais preventivos à saúde. Traz produtos de combate a doenças que, para a maioria dos doentes, são difíceis de serem encontrados. É o caso de pessoas que têm problemas na ingestão de glúten e crianças que têm resistência à ingestão de alimentos saudáveis. “Vendemos suplementos alimentares naturais para elas”, pontua. Produtos diferenciados para diabéticos também são encontrados na República da Saúde.
Tantas novidades não surgiram apenas da vontade de Tony. Antes de colocar tantas ‘promessas’ no mercado, antes mesmo de ter a idéia de abrir uma República da Saúde, muita pesquisa foi feita. Tony havia lido em uma pesquisa alemã sobre o potencial de crescimento desse mercado consumidor de pessoas em busca de alimentos mais saudáveis. “Há um movimento atual de pessoas que buscam a era da saúde”. Então passou a estudar sobre o assunto e a visitar pontos de referência nessa produção, como países da Europa e feiras em São Paulo e Rio de Janeiro.
Na época, era proprietário de um bufê de comidas convencionais. Começou, então, a testar produtos orgânicos em seu cardápio, trocando a qualidade dos alimentos. Fez também contato com fornecedores. Arroz, feijão, palmito, vinho, cachaça, percebeu que tudo podia ser encontrado. Em Goiás, encontrou um frigorífico que abate carne orgânica.
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